Por Vitor Pereira, sommelier profissional
Durante muito tempo, o Brasil foi descrito pelos produtores estrangeiros como o eterno “país do futuro” do vinho: um mercado grande, com consumo por habitante ainda baixo e muito espaço para crescer. A 7ª edição da ProWine São Paulo, marcada para 6 a 8 de outubro de 2026 no Expo Center Norte, sugere que esse futuro começou a chegar.
Os números da feira
- Mais de 2 mil produtores expositores.
- Pela primeira vez, a feira ocupa dois pavilhões.
- Na edição anterior, foram mais de 20 mil profissionais, sendo 87% com poder de decisão de compra.
Por que o Brasil virou prioridade
Os desafios internos continuam: impostos altos, câmbio instável, logística cara e um consumo per capita ainda modesto. Ao mesmo tempo, mercados tradicionais estão estagnados e a incerteza com tarifas nos Estados Unidos leva muitos produtores a buscar novos destinos. Nesse cenário, o tamanho e a capacidade de crescimento do Brasil ganham peso.
A mudança mais importante está no tipo de conversa. Quem vem à ProWine já não chega só para “conhecer o potencial” do país: chega para fechar parcerias de distribuição e construir presença de verdade no mercado brasileiro.
O que isso significa para o vinho brasileiro
Para quem trabalha com vinho no Brasil, é um sinal claro de maturidade. Mais concorrência internacional exige que as nossas vinícolas mostrem com ainda mais clareza o que têm de único: terroir, identidade e consistência. É exatamente esse o trabalho da Essência dos Vinhos do Brasil: revelar e divulgar os rótulos nacionais que estão à altura desse novo momento.
Estarei na ProWine São Paulo e vou trazer aqui as novidades da feira. Acompanhe as próximas notícias.
Fonte: Exame, artigo de Pedro Fadanelli publicado em 29 de setembro de 2026. Texto de comentário e resumo elaborado por Vitor Pereira.


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